GREVE DOS CAMINHONEIROS JÁ SURTE PRIMEIROS EFEITOS EM CIDADES DA ZONA DA MATA

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A paralisação de caminhoneiros iniciada em Minas Gerais nesta sexta-feira (26/02), começou a afetar as operações locais de empresas como a BR Distribuidora e, portanto, os postos de combustíveis em todas as regiões do estado. Embora a reguladora ANP tenha afirmado que não vê riscos de desabastecimento por ora, a corrida aos postos já começou.

Em Muriaé, já se registram filas em postos de combustíveis, sobretudo naqueles localizados às margens das BR’s 116 e 356, onde há maior fluxo de caminhões. Há notícias também de falta de combustíveis em postos localizados dentro da cidade. Em outras cidades, como Viçosa e Ubá, os efeitos da greve também já se fazem sentir.

A falta de combustíveis na Zona da Mata, certamente será ainda maior nos próximos dias, uma vez que o movimento grevista impedirá os caminhões-tanque de abastecer os postos de gasolina. A maior parte desses caminhões vêm de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, e de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense.

O Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (SINDTAQUE), garante que a adesão dos caminhoneiros à paralisação foi unânime e que eles só voltam ao trabalho quando forem atendidos pelo governo do estado, como garante o presidente da entidade, Irani Gomes.

“A reivindicação dos tanqueiros é a redução da alíquota do ICMS, que, hoje, no estado de Minas é uma das maiores do Brasil. A categoria pede para que o ICMS que incide sobre o diesel passe de 15% para 12%. Todos estão com os braços cruzados, 100% da categoria aderiu à paralisação e não voltará enquanto o governo não se manifestar”, disse.

Está declarada uma “guerra fiscal” entre o governo federal/Petrobrás, por um lado, e os governadores estaduais, por outro. Os governadores insistem que a redução da alíquota de ICMS para os combustíveis deve estar atrelada à reforma tributária. O Palácio do Planalto, por sua vez, afirma que está disposto a reduzir os impostos federais, desde que os governadores também reduzam o ICMS, que é da alçada dos estados.

A guerra está lançada! Voltaremos em breve com notícias atualizadas da nossa região.

 

“Preocupado com a situação que levou os transportadores de combustíveis a promover uma manifestação e com a corrida da população aos postos de combustível, pedi a equipe que se reunisse com os envolvidos no movimento e reafirmasse nossa disposição para o diálogo. O Governo assume o compromisso de instalar já na próxima semana um grupo de trabalho em nossa equipe, em conjunto com representantes das entidades ligadas à cadeia do combustível, para a busca de uma solução dialogada e efetiva para as questões levantadas. Reduzir impostos é um desejo meu e um compromisso desse Governo, vamos continuar perseguindo esse objetivo tão logo a situação fiscal do Estado e as limitações legais trazidas por ela nos permitam. Até lá, temos de construir alternativas e vamos buscá-las em conjunto”. Disse Romeu Zema em sua rede social.

 

Fonte: Portal Miradouro | Reportagem do Professor Nicélio Barros – Colunista do Miradouro em Movimento