Morre Preta Gil aos 50 anos, vítima de câncer no intestino; cantora deixa legado de luta e resistência

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Preta Gil | Foto: Google

A música brasileira e o ativismo social perderam, neste domingo (20), uma de suas figuras mais emblemáticas. Preta Gil, cantora, atriz e ativista, faleceu aos 50 anos, após uma luta intensa contra o câncer no intestino, diagnosticado em janeiro de 2023. A notícia da sua morte abalou fãs e admiradores, que acompanharam de perto sua trajetória não só como artista, mas também como uma voz ativa em prol dos direitos das mulheres, da comunidade LGBTQIA+ e na luta contra o racismo e a gordofobia.

Preta Gil, filha do icônico cantor e compositor Gilberto Gil, sempre esteve inserida em uma família profundamente ligada à cultura brasileira. Desde cedo, se fez presente no cenário artístico e, ao longo de sua carreira, consolidou-se como uma das maiores defensoras de causas sociais e políticas no Brasil.

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Carreira musical e legado cultural

Com uma carreira marcada por seis álbuns de estúdio, Preta se tornou referência no universo musical, com uma voz potente e irreverente que atravessou gerações. Além de seu trabalho como cantora, ela também foi responsável pela criação de um dos blocos de Carnaval mais populares do Rio de Janeiro, o Bloco da Preta, que reunia milhares de foliões todos os anos e reforçava seu vínculo com o público. A cantora, sempre enérgica e conectada com suas raízes, também teve importante atuação no campo da publicidade, com a agência Mynd.

A cantora era admirada por sua postura firme e, muitas vezes, provocadora, na defesa da liberdade de expressão e contra os preconceitos que, infelizmente, ainda são uma realidade na sociedade brasileira. Seus posicionamentos sobre gordofobia, racismo e a importância de dar voz às mulheres negras e à comunidade LGBTQIA+ a tornaram uma figura fundamental para as gerações mais novas, que viam nela um exemplo de força, autenticidade e coragem.

Desafios pessoais e o enfrentamento do câncer

Em janeiro de 2023, a vida de Preta Gil tomou um novo rumo com o diagnóstico de câncer no intestino. A cantora, então, compartilhou com seus seguidores nas redes sociais sua jornada de enfrentamento, sempre com um tom de otimismo e resiliência. Ao longo do tratamento, que incluiu sessões de quimioterapia e internações, Preta continuou a fazer o que amava, mantendo contato com seus fãs e revelando suas vulnerabilidades e forças ao mesmo tempo.

Em várias entrevistas, a artista demonstrava gratidão pela vida e, mesmo diante das adversidades, mantinha uma postura positiva, acreditando sempre na superação. Sua força emocional e sua capacidade de transformar a dor em mensagens de esperança inspiraram muitos a seguir sua luta, tanto na batalha contra o câncer quanto em suas causas sociais.

Um legado imortal

Preta Gil deixa não só a música brasileira mais rica e diversificada, mas também um legado imortal de resistência e luta pelos direitos das minorias. Sua relação com o filho Francisco e a neta Sol, com quem compartilhava momentos de muito carinho e alegria, também a mostrava como uma mulher profundamente familiar e que valorizava as relações afetivas.

Em sua trajetória, Preta Gil tocou milhares de corações e desafiou normas estabelecidas, sempre defendendo um Brasil mais justo e igualitário. A cantora, ativista e mãe será lembrada por sua coragem diante da vida e sua luta incansável por um futuro melhor.

Preta deixa uma ausência irreparável, mas um legado que vai além da música. Seu nome ficará eternamente gravado na história do Brasil, como símbolo de resistência, luta e empoderamento feminino.

Adeus à Preta Gil, que fará falta não só nos palcos, mas também na luta pela liberdade e pelos direitos humanos.