Polícia Civil de Muriaé deflagra operação “Voz de Tamar” e prende investigado por estupro

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Fotos: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais, por intermédio da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Muriaé, deflagrou nesta segunda-feira (25) a operação “Voz de Tamar”, destinada ao cumprimento de mandado de prisão preventiva contra J.R.S.A., investigado pela prática do crime de estupro.

Durante a ação policial, também foi cumprido mandado de busca e apreensão no imóvel apontado como local dos fatos investigados, endereço que igualmente corresponde à residência e local de trabalho do investigado.

Segundo a Polícia Civil, a operação teve como objetivo a arrecadação de novos elementos probatórios para auxiliar na completa elucidação do caso. Entre as diligências realizadas, houve coleta de material genético, apreensão de dispositivos eletrônicos e arrecadação de uma arma de fogo registrada em nome do investigado, em razão de sua condição de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

O nome da operação, “Voz de Tamar”, faz referência à personagem bíblica Tamar, símbolo histórico da violência sexual, do silenciamento e do sofrimento imposto às vítimas desse tipo de crime.

De acordo com a corporação, a escolha da denominação busca reforçar a importância do acolhimento, da escuta qualificada e do rompimento do silêncio em casos de violência sexual, especialmente quando praticados em contextos marcados por relações de confiança, manipulação emocional e aparente autoridade moral.

As investigações apontam que o investigado se valeria de uma imagem pública associada à religiosidade, moralidade e confiança social para se aproximar das vítimas e estabelecer vínculos de proximidade, circunstâncias que seguem sendo apuradas pela Polícia Civil.

O inquérito tramita sob sigilo. A Polícia Civil informou ainda que não está descartado o surgimento de novas vítimas a partir da deflagração da operação e da ampla divulgação do caso, situação considerada recorrente em crimes dessa natureza, frequentemente marcados pelo medo, vulnerabilidade emocional e dificuldade inicial de denúncia por parte das vítimas.

Fonte: Polícia Civil de Minas Gerais