Um homem de 31 anos, identificado pelas iniciais J.C.B., foi absolvido pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, durante julgamento realizado no Fórum Doutor Xenofonte Mercadante, em Carangola. O caso julgado ocorreu no dia 7 de junho de 2018, por volta das 23h45, no Córrego do Baú, zona rural de Fervedouro. Na ocasião, um desentendimento terminou com E.C.R. atingido por um disparo de arma de fogo. O julgamento teve início por volta das 8h30 e terminou aproximadamente às 14h30. Durante a sessão, foram ouvidas as partes envolvidas e as testemunhas do caso.
A acusação contou com a atuação da promotora de Justiça Dra. Flávia Cunha de Lima. Já a defesa de J.C.B. foi realizada pelos advogados Dr. Jofran Oliveira, Dr. Agnaldo Aredes, Dr. Lucas Porcaro e Dr. Marcos Paladini.
Após os debates entre acusação e defesa, o Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pela defesa e decidiu pela absolvição do réu.
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De acordo com os fatos apresentados durante o julgamento, na noite de 7 de junho de 2018 acontecia uma festa no Córrego do Baú, comunidade localizada na zona rural de Fervedouro.
Segundo a versão apresentada pela defesa, J.C.B. teria percebido que sua irmã estava pedindo ajuda após relatar que E.C.R. teria tocado suas partes íntimas sem consentimento, em uma área localizada atrás de uma igreja da comunidade. Diante da situação, o irmão teria puxado a jovem para retirá-la do local. Ainda segundo os relatos apresentados no processo, nesse momento teria ocorrido um desentendimento, e E.C.R. teria desferido um soco contra J.C.B. Os dois entraram em luta corporal, sendo a confusão posteriormente contida por outras pessoas que estavam no local.
Após o primeiro confronto, conforme a tese defensiva, J.C.B. teria conseguido uma arma de fogo emprestada por temer uma nova agressão. Mais tarde, quando estaria deixando a festa, o acusado teria sido cercado por E.C.R. e outros jovens, quando uma nova briga começou.
A defesa sustentou durante o julgamento que J.C.B. foi agredido e atingido por um golpe de arma branca. Temendo pela própria vida, ele teria sacado a arma de fogo e efetuado um disparo, que atingiu E.C.R. na região das costas. Após o ocorrido, J.C.B. deixou o local e procurou atendimento médico no Hospital São Paulo, em Muriaé, em razão dos ferimentos sofridos. Já E.C.R. foi socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar em Carangola. Durante o Tribunal do Júri desta quarta-feira, os advogados sustentaram que o disparo ocorreu em circunstâncias de legítima defesa.
Após aproximadamente seis horas de julgamento, os jurados acolheram a tese defensiva e absolveram J.C.B.
Fonte: Portal Miradouro
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