COM MEDO DO AMANHÃ? NÃO SE SINTA SÓ. ALGUÉM QUER TE OUVIR

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Prof. Nicélio Amaral Barros

Se você que está lendo essa matéria está esgotado, angustiado, ansioso e com medo do amanhã, não se sinta só. Confesso não ser fácil escrever em tempos tão difíceis. Incertezas, notícias alarmantes, verdades, mentiras, fofocas, doenças, internações, mortes. A lista é longa…

Porém, se fechar ao diálogo é tão perigoso quanto um vírus tão odioso.

Nenhuma restrição, nenhuma onda roxa, nenhum isolamento e distanciamento social tem o direito de nos jogar à solidão.

Não perdemos a nossa capacidade de ouvir. O ser humano nasceu para o diálogo. Normalmente, até evitamos falar de tantas desgraças, de tantas notícias ruins, de tanta pressão nos telejornais e nas redes sociais.

Mas, não tem jeito. As notícias chegam até nós. De uma forma ou de outra.

Então, uma das maiores “vacinas” contra o medo é conversar. Expor os medos, as angústias, as incertezas, os vazios.

Não sinta vergonha em ter medo ou dizer que está em dificuldades, sejam elas de qualquer ordem: falta de amigos, falta de comida, falta de alguém para dividir os sintomas de pânico.

Em tempos de pandemia, a depressão (mal de coisas que já ocorreram), o stress (mal de coisas que ocorrem no presente) e a ansiedade (mal ou medo de coisas que virão no futuro), aumentam muito.

Tem pessoas que estão, ao mesmo tempo, deprimidas, estressadas e ansiosas.

O Portal Miradouro pede que cada um que possa, se coloque à disposição de um amigo, familiar, vizinho, irmão de igreja etc., para conversar. O telefone nos permite. Se a pessoa não quiser, tudo bem. Mas, se coloque à disposição.

Se você está precisando conversar, não tenha receio. Você perceberá quem quer te ouvir ou não.

Desabafar é um grande remédio. Pode não resolver todos os seus problemas, mas, te fará muito bem. Falar e ouvir são dons divinos. Sejamos solidários, como nos ensinou o Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para criticar, já tem gente demais.

A pandemia não pode nos calar. Fora solidão!

#vamosconversarsobreosnossosmedos