Correios: Uberlândia não quer a privatização

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A Câmara Municipal de Uberlândia aprovou em sessão realizada hoje, por unanimidade, moção em repúdio à venda dos Correios. A iniciativa teve autoria da vereadora Liza Prado (Patriota). Esta é a moção de número 209 já aprovada nesse sentido em Minas Gerais, aumentando ainda mais a lista de cidades no estado cujas Câmaras Municipais disseram um ‘não’ ao processo de privatização da empresa pública.

Uberlândia é a principal cidade da região do Triângulo Mineiro, com 699.029 habitantes, segundo o último Censo, e economia bastante desenvolvida. Caso a privatização dos Correios aconteça, principalmente nos municípios que não são capitais, há o risco de fechamento de agências e a consequente interrupção de serviços prestados pela empresa pública, sem garantias de absorção deles por operadores logísticos privados. Fala-se inclusive no risco de ‘apagão postal’ em certas localidades, afetando a economia regional delas.
 
Presente nos 5.570 municípios brasileiros, os Correios são o maior operador logístico nacional e parceiros de inúmeros empreendedores que usam os serviços da empresa pública para a entrega dos itens que comercializam. Afinal, por cobrir todo o território brasileiro, os Correios garantem a integração de diversas regiões do País aos polos econômicos nacionais.
 
Moções contra a privatização
 
Há cerca de 2,5 anos, a ADCAP vem apoiando a aprovação, em Câmaras Municipais de todo o País, de moções em repúdio à privatização dos Correios. Em Minas, mais de 200 cidades se manifestaram nesse sentido. Elas reúnem mais 14 milhões de habitantes segundo último Censo. Esse quantitativo ultrapassa a maioria da população do estado de Minas Gerais, evidenciando mais uma vez a necessidade de se manter os Correios como empresa prestadora de serviços públicos.
 
A moção é uma proposição apresentada na Câmara Municipal pelo vereador, com algum tipo de manifestação. No caso das iniciativas contra privatização dos Correios, a intenção é evidenciar a preocupação com relação aos efeitos negativos que a venda da estatal pode acarretar, principalmente com relação à economia local.